Você pratica a escutatória?

Você pratica a escutatória?

Atualmente, saber ouvir dentro dos ambientes organizacionais tem sido cada vez mais valorizado. A busca por líderes capazes de receber e dar feedbacks vem sendo indispensável para o bom processo de comunicação das empresas.

A escutatória, neologismo criado há quase 20 anos por Rubem Alves (escritor, psicanalista, teólogo e professor) evidencia essa importância, tanto para as empresas quanto para a vida! Há muito tempo o autor já identificava essa carência: “Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar. Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em oferecer um curso de escutatória. Mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil…”

               Com a criação das redes sociais e as ferramentas de comunicação cada vez mais interativas as pessoas em geral ganharam voz e vez, dando suas opiniões, sugestões e críticas muitas vezes de forma agressiva, infundada ou apenas sem pensar. Concordando com o autor fala-se muito e ouve-se pouco, isso porque ouvir é um exercício diário de respeito e empatia. Ouvir sem julgamentos é algo que precisa ser trabalhado pelo individuo.

As empresas ganham muito quando abrem espaços de diálogos, não apenas para a alta liderança, mas também para aqueles que estão na base dos processos operacionais e que muitas vezes não são ouvidos, tirando o individuo da zona de conforto, promovendo mudanças e crescimento.

               Mas o que é necessário para se tornar um bom ouvinte? Primeiramente é necessário ter silencio interior, muitas vezes enquanto ouvimos o outro já vamos elaborando um discurso para rebater. Esvaziar-se dos pensamentos e julgamentos é fundamental, reconhecer que o outro pode contribuir com algo para nós, mesmo que este não tenha grandes formações acadêmicas ou status social. É um exercício de humildade, acreditar que sempre existe uma oportunidade de aprender e mudar, reconhecer que não estamos prontos e muito menos somos perfeitos. Outro fator importante no processo de escuta é a linguagem não verbal, identificar no outro o nervosismo, a dificuldade de se expressar, o medo, dentre tantos fatores, criando em nós uma sensibilidade para termos autocontrole para conduzir qualquer conversa, mesmo ela sendo por razões muito difíceis.

               Promover a troca por meio da escuta favorece o aprendizado de ambas as partes. Em tempos em que as habilidades emocionais e comportamentais são importantes assim como as habilidades técnicas, é fundamental contar com pessoas que saibam não só falar bem, mas ouvir!

Você é capaz de desenvolver a habilidade da escutatória!

Pense nisso!!!

Cádima Cena

Cádima Cena

Mãe, Administradora e Diretora da Matre Relações Humanas e Soluções Empresariais Ltda

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